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História

Um resumo da História da Capela São José, narrado por Clovis Domingues:

Em 1976 já havia sinais de comunidade, nos bairros Bom Clima e Vila Flórida, grupos se reuniam para as campanhas, com reuniões nas casas para os encontros das famílias ávidas por um momento mais íntimo com Deus.

Eram vários os animadores, mas, sem dúvida, devemos prestar homenagem ao Sr. Joaquim Barbosa, profeta de chinelo e com pronúncia de compreensão um tanto difícil, que não poupou esforços para levar a muitos a Boa Nova da Igreja de Jesus Cristo, despertada pelo Concílio Vaticano II, nos anos 60, com a grande reflexão sobre Filiação Divina e com a grande afirmação, profundamente inspirada: “IGREJA É POVO, O POVO DE DEUS”. O Sr. Joaquim, certamente, não vai ter ninguém que trabalhe para a sua canonização, porém nem é preciso. Suas limitações foram muito pequenas em relação à sua fé; suas dificuldades familiares e até dentro da comunidade; foram pequenas demais em relação à sua disposição, ao seu trabalho, gratuito e desprovido de quaisquer outros motivos que não fossem o amor a Deus e ao próximo. Graças à sua dedicação e de mais uns poucos, o trabalho frutificou. Finalizando a década de 70 e iniciando a de 80, foram se formando diversos grupos de base, no bairro do Bom Clima e a partir do primeiro, coordenado pelo casal Sr. Joaquim e Dona Lourdes, do lado do Pronto Socorro (hoje Hospital de emergências).

Do lado oposto da Transguarulhense (hoje, Av. Tiradentes) surgiram, a partir, também do trabalho da Pastoral do Batismo, mais sete grupos, cujos coordenadores foram José e Ivone, Clovis e Gracinda, José de Paula e Maria da Glória, Jamil e Marisa, Benedito e Sonia e também um grupo de jovens que tinham como referência o Walter, o Renato, o Santana e a Lourdes.

Para angariar fundos e evangelizar ao mesmo tempo, em dezembro de 1980 foi editada a Bíblia Mirim, com o título A CAMINHO DA PAZ (5000 exemplares) e a partir desse momento surgiram vários gestos concretos que contaram com a participação dos integrantes dos grupos. Foram muitos os momentos, os cursos, os encontros, as celebrações, tudo nas residências dos participantes, chegando a ter um gesto concreto diferenciado que uniu os grupos ainda mais: foi demolido um barraco que servia de residência para oito crianças acompanhadas por ratos enormes e foi construída uma casa de alvenaria, cuja inauguração foi numa Celebração da Palavra, e após a mesma foi colocada uma placa na sala com a seguinte inscrição: “Esta casa foi construída por causa de Jesus Cristo”. (Na época se cantava muito o canto Por causa de Jesus Cristo)

Os grupos fizeram um trabalho tão especial que um dos coordenadores foi levado, pelo Padre Raimundo Forget, até a Faculdade de Teologia do Ipiranga para relatar os trâmites e os motivos, como novidade a ser estudada.

Foi um trabalho assessorado pelos padres canadenses, Gil, Jacques, Raimundo e também as Irmãs da Caridade de Otawa que trabalhavam em nossa paróquia, todos estudiosos dos documentos do Vaticano II, Medelin e Puebla que enfatizavam as Comunidades Eclesiais de Base (Cebs). Foi, sem dúvida, um bom começo.

Em determinado momento existiam três pequenas comunidades: Comunidade Bom Clima 1, (formada pelo grupo de base do Sr. Joaquim e pelo grupo de catequese da Dona Cidinha, ambos, saudosos pioneiros) ; Comunidade Bom Clima 2, (Formada pelos grupos de base 2,3,4,5, e dois grupos de catequese) e Comunidade Bom Clima 3, (formada pelo grupo seis, entre a Av. Bom Clima e a Faria Lima, e pelo grupo de jovens da Rua Barbacena)

Durante um bom tempo a comunidade foi crescendo e prestando preciosos serviços ao povo dos bairros Bom Clima, Vila Flórida e Mara Vitti (Jardim Toscano), com crianças, jovens e famílias inteiras aderindo e vivendo mais felizes. Tudo ia acontecendo nas residências e em poucas vezes, na Escola Padre Conrado ou no Parquinho da Av. Bom Clima.

Foi quando aconteceu a aquisição do terreno, por parte da Cáritas, onde hoje temos a Cúria, o Centro de Pastoral, o estacionamento, o prédio da Cáritas e a Capela São José, e resolveu-se construir o Centro Comunitário que levou o nome, inicialmente, de João Paulo II.

Inicialmente a intenção era o Centro Comunitário atender as necessidades das três comunidades próximas; Jardim Cocaia, Vila Flórida e Bom Clima e as três salas existentes na capela eram destinadas uma para cada comunidade, mas logo se percebeu que não era o melhor caminho, pois o povo crescia e também a distância não favorecia a vida comunitária.

O Centro Comunitário ficou um bom tempo como João Paulo II, e posteriormente São José, nome e padroeiro votado e escolhido durante uma Santa Missa presidida pelo Pe. Renato Bernardes, pároco da época, que consultando a assembleia obteve para São José o número maior de votos do que a outra opção de uma boa parte da comunidade que era São Tiago.

Temos muito a agradecer, mas queremos registrar nosso agradecimento muito especial ao Sr. Joaquim Barbosa e Dona Lourdes que aceitaram ser os pioneiros e a tantos irmãos e irmãs que já partiram e deixaram em nossa comunidade, marcas que jamais serão apagadas, não só pelos serviços realizados e que continuam, mas pelos exemplos de vida familiar e comunitária e nunca serão esquecidos.

Modelo de líder comunitária, Dona Gracinda dos Anjos de Sá Domingues e modelo de catequista Dona Maria Aparecida Nogueira (Cidinha) pelo pioneirismo e dedicação que ambas viveram testemunhando a fé, a esperança e o amor, como verdadeiras animadoras da Dimensão comunitária em nossos bairros.

Desde o ano 2000 nossa comunidade reflete e realiza uma comunicação para a vida, criando a equipe da Pascom São José (primeira equipe Pascom em nossa diocese) e entre outras realizações, edita o informativo O JUSTO, iniciado em abril de 2001 e fiel à sua missão até nossos dias.

Muitos são os trabalhos que nossa comunidade consegue realizar nas diversas pastorais e tudo é feito com muito amor e responsabilidade.

Hoje, nossa comunidade colhe frutos de sementes plantadas com muito amor e também continua semeando para que muitos irmãos e irmãs tenham a felicidade de viver o batismo nas três dimensões: Vida Nova, diálogo pessoal com Deus e dimensão comunitária.

VALEI-NOS SÃO JOSÉ!

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